Covid-19: Saúde ensina a população como manusear e higienizar as máscaras

“A utilização de máscaras em conjunto com as medidas de prevenção comunitária como por exemplo, o distanciamento social, – podem auxiliar nas medidas de proteção para a população em geral. Tanto as máscaras descartáveis quanto as de pano podem servir como uma barreira física parcial contra a transmissão do vírus”, afirma o médico Infectologista da Prefeitura de Colombo, Dr. Luiz Otávio Ribeiro da Fonseca Neto.

O profissional da Secretaria de Saúde também orienta como devem ser confeccionadas e quais são os cuidados que devem ser tomados com as máscaras de pano. “O uso pode ajudar a minimizar a disseminação de gotículas expelidas pelo nariz ou boca do usuário no ambiente”, ressalta o médico.

 

Máscaras descartáveis:

As máscaras descartáveis não devem ser higienizadas. “Devem ser utilizadas apenas pelos profissionais de saúde durante atendimento de um caso suspeito, e desprezadas em seguida”, esclarece o Dr. Fonseca Neto.

Máscaras de pano:

Já as máscaras de pano, os cuidados vão desde a sua produção até a sua higienização. O uso pode ser considerado válido desde que elas sejam usadas de forma correta, ou seja, o usuário deve cobrir totalmente o nariz e a boca.

“Vale ressaltar que mesmo com máscara é recomendado que as pessoas continuem em distanciamento social de, no mínimo, um metro e que a higienização das mãos seja feita regularmente com álcool 70% ou água e sabonete líquido” recomenda o infectologista.

As máscaras devem ser confeccionadas com uma dupla camada de tecido, uma interna e outra externa, preferencialmente, de maior gramatura, com aspecto mais grosso, ou seja, com uma trama de fios mais fechada. Tecidos com trama de fios aberto não devem ser utilizados, pois não fazem uma contenção adequada.

Conforme as recomendações da Secretaria de Saúde do Estado as dimensões mínimas devem ser: 17,5 cm de largura e 9 cm de altura com tiras fixadas nas margens horizontais ou verticais da máscara, tendo comprimento mínimo de 80cm.

Dobre o Manuseio

“Orientamos para que ao retirar pegue pelas hastes e o seu uso deve ser individual sem serem compartilhadas com ninguém. Para os infectados ou suspeitos os cuidados são os mesmos”, afirma o Dr. Fonseca Neto.

Outra sugestão é para o transporte público. “As máscaras tendem a ficar mais úmidas quando usadas por tempo superior a duas horas quando sair é necessário levar uma extra e um pacote de plástico para armazená-las”.

Higienização:

As máscaras de tecido devem ser lavadas após o uso para não acumular sujeira. A lavagem deve ser feita com água e sabão, em sequência ela deve ser mantida de molho em solução de água sanitária por cerca de dez minutos. Logo após é correto enxaguar abundantemente com água corrente e deixar secar por completo.

O uso da água quente ou mesmo secagem por jato de ar quente não são recomendados, pois pode prejudicar o tecido. O calor altera a sua estrutura deixando a malha mais aberta, reduzindo a proteção. “O uso de máscaras não substitui em hipótese alguma as demais medidas de prevenção já adotadas e recomendadas”, alerta o infectologista.

Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
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Fonte: http://portal.colombo.pr.gov.br/covid-19-saude-ensina-a-populacao-como-manusear-e-higienizar-as-mascaras/

Covid-19: como o vírus saltou de morcegos para humanos

Mudanças climáticas, intervenção humana em áreas preservadas, caça e tráfico de animais silvestres e má condições de higiene em criadouros são fatores que facilitam o aparecimento de novas doenças

Pandemias como a que estamos vivendo, infelizmente, já eram esperadas por autoridades e cientistas. Tudo por causa do estilo de vida contemporâneo. A destruição de habitats naturais, manuseio de carne sem os protocolos de higiene, consumo de animais silvestres, criação intensiva de animais domésticos e mudanças climáticas são apontados como os principais causadores de pandemias, epidemias e surtos epidêmicos no mundo. E a fórmula é simples: quanto mais nos aproximamos de áreas preservadas, mais entramos em contato com patógenos nunca antes vistos.

 

É aí que surge o fenômeno conhecido como spillover (termo em inglês que pode ser traduzido como transbordamento) que torna-se cada vez mais frequente, e aqui vamos entender o porquê. O spillover é usado em Ecologia para dizer que um vírus ou micróbio conseguiu se adaptar e ir de um hospedeiro para outro. E foi assim, migrando dos morcegos para os seres humanos (tendo, talvez, os pangolins como intermediários) que o SARS-CoV-2 atingiu esses números impressionantes.

A Simulação

Nova York, outubro de 2019. Especialistas em saúde, autoridades governamentais e empresários se reúnem para planejar uma resposta a uma epidemia global. Um desconhecido coronavírus, chamado CAPS (Síndrome Pulmonar Associada ao Coronavírus, em português), começou com porcos no Brasil, contaminou agricultores e, em 18 meses, já havia se espalhado para várias partes do mundo. O saldo dessa pandemia deixou as autoridades em alerta: 65 milhões de pessoas perderam a vida, além de desencadear uma crise financeira global sem precedentes.

Para a nossa sorte, esse foi somente um exercício de treinamento, coordenado pelo Centro para Segurança de Saúde da Universidade John Hopkins, em parceira com o Fórum Econômico Mundial e a Fundação Bill e Melinda Gates. O objetivo foi tentar prever a nossa reação a um possível surto de um vírus nunca visto. Depois de três horas e meia, o grupo de 15 pessoas terminou a simulação. Ninguém conseguiu conter a propagação do vírus, apesar de todos os esforços.

A simulação aconteceu pouco antes da declaração de pandemia feita pela OMS, levantando suspeitas infundadas nas redes sociais. Na foto, Thomas Bach, Presidente do COI, e Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor Geral da OMS – Foto: Greg Martin/COI

Apenas um mês após a simulação, o governo chinês confirmou o primeiro caso de covid-19 em Wuhan, província de Hubei, na China. Ao que tudo indica, o SARS-CoV-2, vírus causador da doença, passou de animais para pessoas a partir do mercado central de Wuhan e se espalhou para vários países. O aumento no número de casos da doença e a disseminação global fizeram a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar pandemia de coronavírus em 11 de março. Desde então, o mundo tem assistido a milhares de óbitos e o Brasil, especificamente, já contava com 133 mil mortos e mais de 4 milhões de casos confirmados até o fechamento da reportagem.

Apesar das várias notícias em redes sociais afirmarem que os responsáveis pelo evento teriam previsto a pandemia de coronavírus, o Centro para a Segurança de Saúde da Universidade Johns Hopkins divulgou, em 24 de janeiro de 2020, uma resposta às publicações viralizadas. “Para esclarecer, o Centro para a Segurança de Saúde e seus sócios não fizeram uma previsão durante o exercício de simulação. Para o cenário, desenhamos um modelo de pandemia de coronavírus fictício, mas declaramos explicitamente que não se tratava de uma previsão.”

Há bilhões de anos…

Patrícia Beltrão Braga – Foto: Agência Brasil

Os vírus são organismos microscópicos, acelulares, formados por ácido nucleico (DNA ou RNA) envolvidos por uma cápsula proteica, chamada capsídeo. Há evidências que eles tenham surgido junto com as primeiras formas de vida na Terra, há mais ou menos 4 bilhões de anos. Eles se utilizam da maquinaria celular para se multiplicar. Em uma primeira etapa, esses parasitas se aderem à parede da célula e se ligam aos receptores presentes na membrana. Depois, eles inserem o seu material genético e passam a controlar o metabolismo da célula infectada, inativando a maior parte dos genes. Por último, já em número maior, eles passam a infectar as outras células.

Patrícia Beltrão Braga, virologista, pesquisadora e professora do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP costuma dizer que a replicação viral se assemelha ao trabalho realizado em uma fábrica de automóveis. “Temos várias linhas de montagem e cada uma delas faz uma peça específica: o motor, a carroceria, a parte interna do carro… ao final, todas seguem para um único setor, que une as peças e finaliza o produto”, explica a pesquisadora ao Jornal da USP.

A replicação viral é composta das seguintes etapas: 1- Adsorção: ligação de uma molécula presente na superfície da partícula viral aos receptores da membrana celular do hospedeiro; 2 – Penetração: entrada do vírus na célula; 3 – Desnudamento: ocorre a remoção do capsídeo e a liberação do material genético; 4 – Transcrição e tradução: que ocorre a formação de proteínas dos vírus; 5 – Maturação: ocorre a formação de novas partículas virais; 6 – Liberação: Vírus sai do interior da célula para infectar outras – Infografia: Beatriz Abdalla/Jornal da USP

Durante esse processo, podem ocorrer as mutações, que são as alterações no material genético do vírus. Muitas delas são incorporadas às espécies e passam adiante, em um processo de seleção natural. Cientistas acreditam que o genoma humano é formado por milhões de sequências de DNA de vírus antigos, algo como fósseis moleculares. Vincent Racaniello, professor de microbiologia e imunologia explicou, durante uma palestra na Universidade de Columbia, em 2016, que “nós carregamos genomas de vírus no nosso material genético fruto do processo de evolução, o que confere muitas vantagens à nossa espécie”.

“Hoje temos essa quantidade enorme de espécies catalogadas porque houve uma evolução na Terra, e elas foram selecionadas de acordo com a capacidade de sobreviver no ambiente”, explica Patrícia. “E por que essas espécies foram surgindo? Porque vírus foram infectando e foram incorporando o seu genoma no genoma das espécies, conferindo a elas um papel evolutivo super importante.”

 

Já outras alterações no DNA viral dão aos vírus a capacidade de infectar células que eles não conseguiam antes. “E a de migrar para outros hospedeiros”, explica a virologista.

Transpondo barreiras

Marco Mello, biólogo com doutorado em ecologia – Foto: Arquivo pessoal

Para que doenças migrem de uma espécie a outra, um patógeno precisa superar uma série de peneiras, como por exemplo, a quantidade de vírus disponível ao hospedeiro (também conhecido como pressão do patógeno) e o comportamento entre humano e vetor, que determina probabilidade, rota e dose de exposição. “Se temos um maior contato com animais – seja por meio da caça ou da criação – e não tomamos as devidas precauções sanitárias, os patógenos vencem mais uma barreira também”, afirma Marco Mello, biólogo e professor do Instituto de Biociências (IB) da USP. “O spillover é um fenômeno frequente na natureza, mas a migração de animais e humanos é mais rara”, explica Mello. “Febre amarela, ebola e HIV são exemplos de spillover e que já causaram muitas mortes.”

A percepção de que o fenômeno vem aumentando deve-se, segundo Mello, a maior disponibilidade de ferramentas que preveem epidemias e surtos epidêmicos e, ao mesmo tempo, a vários outros fatores, como o aumento da população do planeta, a velocidade com que as pessoas se locomovem e a destruição de ambientes naturais. “Além disso, quanto mais gente no mundo, maior a quantidade de animais de criação”, diz o biólogo.

No caso do SARS-CoV-2, as evidências indicam que o marco zero da pandemia foi o mercado de animais vivos em Wuhan, na China. “No local, temos a mistura de animal doméstico com animal silvestre caçado, presença de seres humanos, todos em uma densidade altíssima e com péssimas condições de higiene”, pontua Mello.

EM BUSCA DE CULPADOS

Foto: Marco Mello

Diante de surtos, epidemias ou pandemias, é relativamente comum assistirmos a aumento de agressões e mortes de animais por pessoas que temem ser infectadas. Foi assim durante o surto de febre amarela no Brasil, em 2018. Residentes de áreas rurais passaram a matar macacos, com medo de contágio. Vale lembrar que macacos não transmitem a doença. Pelo contrário, alertam as autoridades para o reaparecimento do vírus nessas regiões.

Com a covid-19, os vilões da vez são os morcegos. De fato, já se sabe há décadas da ligação entre eles e vários vírus emergentes, como o da raiva e de outros coronavírus. Mas, como explica Patrícia, morcegos e humanos são mamíferos que possuem receptores análogos e que permitem que o coronavírus consiga encaixar na célula e iniciar o processo de replicação.

Por outro lado, esse animal, imortalizado na figura do super-herói Batman, é importante para o equilíbrio do planeta. São conhecidas 1.411 espécies de morcegos, sendo que 70% delas comem insetos, mosquitos, gafanhotos e mariposas; polinizam mais de 500 espécies de plantas só na região neotropical (equivalente a América Latina); regeneram florestas; e, por comerem insetos, são essenciais no controle de pragas agrícolas.

Mello aponta outra contribuição dos morcegos para a biomimética, área que estuda, na natureza, as estruturas biológicas e suas funções e usa esse conhecimento no desenvolvimento de novas tecnologias. “Os remédios anti-coagulantes foram inspirados nos morcegos”, enfatiza Mello. “A saliva do morcego contém uma substância que faz com que o animal sangre mais, conferindo ao hematófago consumir mais sangue em um tempo menor, evitando que a presa o ataque.”

Fora isso, os morcegos alimentam os ecossistemas das cavernas ondem vivem. “Se ninguém os incomodar, eles não fazem mal algum”, diz o biólogo.

Ainda há tempo

Segundo os dois especialistas que falaram ao Jornal da USP, o que precisamos, de imediato, é a implantação de medidas de contenção dessa e de futuras pandemias. “Os protocolos internacionais, bem como federais, estaduais e municipais precisam falar a mesma língua”, pontua Mello. “Precisamos, também, fortalecer os organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde, para que haja uma mudança nas práticas econômicas.”

Já Patrícia acredita ser difícil mudar os hábitos da população. “Atividades que consideramos básicas, como lavar as mãos várias vezes ao dia, antes das refeições, depois de ir ao banheiro, depende de educação, e cabe aos mais velhos ensinar as crianças a realizar essas atividades”, explica a virologista. “Mas o mais importante, e que fará a diferença, é o respeito ao meio ambiente”, ressalta a pesquisadora. Respeitar os limites entre a área silvestre e áreas rurais seria uma medida importante.

Os pesquisadores apontam, também, para a necessidade de um controle sanitário mais rígido em portos e aeroportos. “Se o cidadão tiver alguma reunião importante em outro lugar, mas no embarque apresentar sintomas como febre ou algo preocupante, simplesmente não embarca”, enfatiza Mello.

Os mercados de animais vivos precisam ser fechados, segundo os pesquisadores entrevistados pelo Jornal da USP. “No Brasil temos vários deles e é comum vermos animais silvestres sendo comercializados”, relata Mello. “E, em vários países, a existência deles faz parte da cultura local. É uma catástrofe.”

Patrícia e Mello concordam que devemos conviver com o SARS-CoV-2 por dois ou três anos ainda, mas que o cenário mudará quando uma vacina chegar ao mercado. “Esse é o mundo sem uma vacina, especificamente. Imagine se não houvesse as outras? ”, finaliza Patrícia. É para se pensar.

Mais informações: e-mail [email protected], com Marco Mello; e-mail: [email protected], com Patrícia Beltrão Braga

Fonte: https://jornal.usp.br/ciencias/covid-19-como-o-virus-saltou-de-morcegos-para-humanos/

Pílula Farmacêutica #37: PrEP – um comprimido por dia impede a ação do HIV antes do contato com o vírus

Nesta edição do Pílula Farmacêutica, a acadêmica Kimberly Fuzel, orientanda da professora Regina Andrade da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, fala sobre a PrEP, Profilaxia Pré-Exposição ao HIV. Conta que a PrEP é um método de prevenir a Aids, obtida com a ingestão diária de um comprimido, que impede a ação do HIV antes do contato com o vírus.

A estratégia foi adotada pelo Ministério da Saúde brasileiro, no início de 2018, para diminuir a taxa de infectados que, ainda hoje, está em um indivíduo infectado pelo HIV a cada 15 minutos. A medicação, adianta Kimberly, é a “combinação de duas drogas, o tenofovir e a entricitabina, que bloqueia alguns caminhos que o vírus usa para infectar o organismo”.

Mas o remédio precisa ser tomado diariamente para que a quantidade do medicamento na corrente sanguínea seja suficiente para bloquear a ação do vírus. Segundo a acadêmica, a PrEP só começa a fazer efeito após sete dias de uso diário, para o caso de relação sexual anal, e após 20 dias, para a vaginal. Alerta que a proteção não vale para outras infecções sexualmente transmissíveis que não dispensam as formas convencionais de prevenção, como o uso da camisinha.

Outro senão é que a PrEP não está disponível para todos na rede pública de saúde, que só destina o tratamento para aqueles com maiores riscos de infecção pelo HIV, “como os casais sorodiferentes, homens que fazem sexo com homens, gays, pessoas trans e também para para trabalhadores do sexo”, diz Kimberly, lembrando que também não basta fazer parte desses grupos e não ter indicação médica para usar a PrEP.

O tratamento preventivo é seguro, conta a acadêmica, mas pode apresentar efeitos colaterais como dor no estômago, perda de apetite e dor de cabeça. Apesar de não oferecer nenhum efeito adverso grave, somente o médico pode avaliar os casos que em os sintomas persistirem.

Kimberly orienta que seja consultado um profissional de saúde para saber se a PrEP é a melhor escolha para o caso. Se estiver usando a PrEP, “é importante fazer visitas regulares ao serviço de saúde, realizar exames para acompanhar se o organismo está reagindo bem aos medicamentos e também buscar os medicamentos a cada três meses”. O SUS disponibiliza os tratamentos.

Fonte: https://jornal.usp.br/podcast/pilula-farmaceutica-37-prep-um-comprimido-por-dia-impede-a-acao-do-hiv-antes-do-contato-com-o-virus/

Bactéria causadora da gonorreia está mais resistente a medicamentos

A Neisseria gonorrhoeae é uma bactéria conhecida por causar a uretrite, infecção na uretra que pode ser percebida por causar gotejamento, secreção na uretra espessa, entre outros sintomas . É transmitida pelo contato sexual e possui afinidade por mucosa, podendo estar presente no colo do útero ou no externo do trato genital masculino. Os contatos sexuais oral e anal também podem transmitir a DST. A bactéria pode estar presente na garganta de maneira assintomática ou causando desconforto e alteração na fala, ou também na mucosa retal, causando sensação de coceira ou de “puxo”, inflamação que atribui a vontade de evacuar com frequência.

Tal bactéria, assim como outras, está criando resistência a medicamentos, o que dificulta o tratamento da infecção. Maria Cláudia Stockler, médica assistente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, explica que a evolução tem relação direta com o uso de antibióticos ao longo dos anos.

Deve-se evitar o uso indiscriminado de antimicrobianos e procurar utilizá-los apenas quando recomendados pelo médico. Com isso, será possível realizar o tratamento adequado no tempo correto. A infectologista comenta também que todas as doenças sexualmente transmissíveis têm relação, então, a aparição de uma deve ser um alerta para o futuro surgimento de outras. Devido a mudanças observadas ao longo do tempo, pessoas estão encontrando parceiros sexuais mais facilmente e, algumas vezes, mesmo em relacionamentos estáveis, estão abertas a se relacionar com outras. Tal situação pode ser um intensificador do surgimento de DST’s.

A prevenção faz parte do amadurecimento sexual e muitas vezes não está junto à prática. Orientar os adolescentes, a população vulnerável e ter uma política de saúde que consiga chegar a todos, transmitindo a prática de prevenção, como o uso de preservativos e tratamento precoce, devem ser atitudes difundidas, para que a população mantenha uma vida sexual saudável.

Fonte: https://jornal.usp.br/atualidades/bacteria-causadora-da-gonorreia-esta-mais-resistente-a-medicamentos/

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